terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

VIAGEM À EUROPA (1)

   
                                  PRIMEIRA VIAGEM À EUROPA = PRIMEIRA VEZ DE AVIÃO

              Uma das coisas que eu tinha jurado fazer quando me aposentasse do Banco era viajar. 
              Imaginava    fazer   ao   menos   uma viagem mais longa a cada dois ou três anos. A idéia era poupar algum dinheiro ao longo dos intervalos para depois escolher um destino que coubesse no orçamento e fazer algo que não fiz muito na vida, que era viajar. Afinal, com exceção de um cruzeiro que fizemos pela costa brasileira em Fevereiro de 2015, eu não havia me movimentado para acima de Curitiba nem para abaixo de Santa Maria no mapa do Brasil.
               Para   nossa  surpresa,  logo em seguida ao encerramento de minha jornada no Banco surgiu um convite de familiares para fazer uma viagem à Itália, esticando o passeio para a Grécia. 
               Ocorre que eu tinha duas sobrinhas (Denise e Susan) estudando na Universidade de Siena e uma delas estaria se formando no final de Setembro de 2017. O convite nos pegou um pouco de surpresa, por antecipar nosso objetivo, mas prontamente aceitamos, já que tratava-se de uma oportunidade de ouro, considerando várias vantagens, inclusive o fato de minhas sobrinhas falarem inglês e italiano fluentemente, além do namorado da formanda (Denise), que é australiano e já esteve em uma infinidade de países.
              Passaporte feito, embarcaríamos em 23/09/2017 para nossa primeira viagem de avião. Cabe observar que o suposto "medo de avião" com o qual eu sempre brincava, ficou mesmo nas brincadeiras. Afora o natural friozinho na barriga causado pelo ineditismo da situação, a viagem foi absolutamente tranqüila e me senti muito bem tanto nos vôos domésticos que fizemos no Brasil, com a empresa GOL, quanto no vôo pela ALITÁLIA. Da mesma forma quando viajamos pela RAYNAIR entre Itália e Grécia. 
               De Porto Alegre para o Rio e de lá para Roma. Pronto. Estávamos na Europa pela primeira vez. Em solo italiano, foi só tomar um ônibus ônibus para Siena, que seria nosso "QG" por uma semana.
               Começo aqui a expôr algumas fotos que contam a história da nossa viagem, na tentativa de imortalizar na web aqueles fantásticos momentos que vivenciamos.

Essa foi a primeira foto que tiramos em Siena, logo na chegada, quando subimos uma ladeira para almoçar em uma pizzaria. Fala sério...como começar a comer na Itália se não fosse uma bela pizza e um bom vinho italiano???

      Siena (em português também conhecida como Sena) é uma cidade e sede de comuna italiana na região da Toscana, província do mesmo nome, com cerca de 52.775 (ISTAT 2003) habitantes. Estende-se por uma área de 118 km², tendo uma densidade populacional de 447 hab/km². Faz fronteira com Asciano, Castelnuovo Berardenga, Monteriggioni, Monteroni d'Arbia e Sovicille.
Siena é universalmente conhecida pelo seu património artístico e pela notável unidade estilística do seu centro histórico, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. E também foi a cidade em que o grande artista renascentista Baldassare Peruzzi nasceu.




Por Myrabella - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=7966223
FONTE: WIKIPÉDIA



             

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Bons Filmes - Dica da Semana

O LEITOR
Drama romântico ambientado na Alemanha pós-guerra, esse filme é baseado no romance de Bernhard Schlink. Um jovem de 15 anos,  Michael, no auge de sua explosão de hormônios, conhece por acaso uma mulher 20 anos mais velha(Hanna), com quem acaba iniciando um relacionamento tórrido, que aos poucos se aprofunda. Nos encontros furtivos, Hanna pede que Michael leia para ela, antes de entregarem-se apaixonadamente. Essa situação persiste durante longo tempo, interferindo inclusive nos relacionamentos de Michael com a família, com os amigos e com seus estudos. No entanto, sem prévio aviso, Hanna um dia simplesmente desaparece da vida de Michael. No reencontro dos dois, anos mais tarde, a situação é completamente diferente e seu relacionamento já não será mais possível. Então, muitos segredos começam a vir à tona e começam a mexer com nossos sentimentos sobre ética, traumas, conflitos internos, amores proibidos. Um bom filme, uma trama bem conduzida. Ao final, cada um pode tirar suas próprias conclusões sobre o tema.
    O Leitor
ata de lançamento 6 de fevereiro de 2009 (2h 03min)
Direção: 
Gênero Drama
Nacionalidades EUA, Alemanha

SINOPSE E DETALHES 

(extraído do SITE "ADORO cinema")

Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.
Título original 

The Reader


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Bons Filmes - Dicas da Semana

  Continuando na linha das séries, indico mais esta da Netflix.
Trata-se de uma produção australiana com uma trama de suspense muito bem montada. Lida com o tema da ressurreição de mortos, mas nem de perto se compara às fantasias de outros filmes e séries com zumbis e mortos-vivos.  Apesar de usar um tema já conhecido do público, o enredo é totalmente novo e contado de uma forma diferente de tudo que você já viu sobre o assunto. Com duas temporadas curtas, de 6 episódios, com certeza constituirá um ótimo divertimento para os aficcionados por séries de suspense.
Criado por,  (2015) on Netflix
ComGenevieve O'Reilly, Emma Booth, Emily Barclay mais
PaísAustrália
GêneroDrama, Fantasia
StatusEm andamento
Duração55 minutos

Sinopse 

James Hayes (Patrick Brammall) é um policial de uma pequena cidade chamada Yoorana. Uma noite ele é chamado ao cemitério local para descobrir que seis pessoas da região voltaram à vida e estão mais saudáveis do que nunca. Com a ajuda da médica Elishia McKellar (Genevieve O'Reilly), o policial vai tentar desvendar o que há por trás da ressurreição deles.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Bons filmes - dica da semana

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         Inevitável a comparação entre essas duas séries de ficção da Netflix. A segunda com duas temporadas. Ambas exploram as conexões espaço-tempo/universos paralelos e acabam mexendo profundamente  com a nossa imaginação. Stranger Things tem nuances um tanto mais fantasiosas, ao incluir seres alienígenas no contexto, enquanto Dark prende-se especificamente às viagens no tempo - o que agradará mais aos que preferem uma ficção mais próxima da realidade. Os enredos das duas séries conseguem facilmente o objetivo de prender pela expectativa do próximo episódio, embora em alguns momentos ocorram cenas e situações que poderiam ser dispensadas, tornando um pouco arrastado o desenrolar da trama. Mas isso ocorre invariavelmente em todas as séries.No caso de Dark e Stranger Things isso não chega a comprometer.

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DARK é uma produção alemã, muito bem feita, por sinal. Artistas para mim até então desconhecidos, mas que formam um bom elenco. Prato cheio prá quem gosta (como eu) de tramas que envolvem a fantasia da viagem no tempo.
Criado por,  (2017)
ComLouis Hofmann, Oliver Masucci, Stephan Kampwirth mais
PaísAlemanha
GêneroDrama, Suspense, ficção
SINOPSE (site Adoro Cinema) :A história acompanha quatro diferentes famílias que vivem em uma pequena cidade alemã. Suas vidas pacatas são completamente atormentadas quando duas crianças desaparecem misteriosamente e os segredos obscuros das suas famílias começam a ser desvendados.


A presença de Winona Ryder dá um brilho especial e um ar de super-produção a Stranger Things. Particularmente, achei a primeira  temporada um pouco melhor, por ter explorado mais a linha do suspense e não ter investido tanto na fantasia alienígena como na segunda. Mas de um modo geral a série é excelente.
SINOPSE(site Adoro Cinema):     
Criado por,  (2016)
ComWinona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard 
PaísEUA
GêneroFantasia, Suspense
Long Island, 1983. Um garoto de 12 anos desaparece misteriosamente. A família e a polícia procuram respostas, mas acabam se deparando com um experimento secreto do governo. Enquanto isso, os amigos do menino iniciam suas próprias investigações, o que os levam a um extraordinário mistério envolvendo forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.


                                                                       
BOA DIVERSÃO!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Bons filmes - dica da semana

Prá quem ainda não assistiu, recomendo.
Estrelado por Dennis Quaid, este filme é daqueles que prendem a atenção do início ao fim. Prato cheio prá quem gosta de enredos que trabalham com viagens no tempo e afins. Além disso, tem uma pitada de suspense e momentos emocionantes.  Alta Frequência (Frequency) conta a história de John, cujo pai era bombeiro e falecera em um incêndio, há 30 anos. Uma conjugação de eventos atmosféricos e uma aurora boreal incomum acabam gerando uma fenda que permite uma conexão de rádio com ondas do passado - 30 anos antes. E, do outro lado da linha,  Jhon se depara com seu próprio pai, com quem consegue falar. A partir daí, uma sucessão de situações de prender o fôlego, com um final não menos surpreendente. Filme classificado entre os 40 melhores da Netflix. ☆☆☆☆☆
alta-frequencia-filme-frequency.jpg

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

CASCATA DO TIGRE - MACHADINHO

  CASCATA DO TIGRE. Atração turística de Machadinho. Situado a cerca de 7 Km da cidade, com acesso por estrada de terra geralmente bem conservada,  é um local muito arborizado, com vegetação nativa da mata atlântica. A infraestrutura é mínima, mas é possível fazer um ótimo passeio através das trilhas protegidas pela sombra de árvores de médio e grande porte. Uma escadaria rústica conduz ao pé da cachoeira, numa descida  tranquila, com segurança. Existe um acesso pelas escadarias que leva até a "Caverna do Tigre", que fica atrás da cachoeira. É possível sentar-se nos bancos de madeira para apreciar a bela paisagem, enquanto desfruta-se do frescor proporcionado pelo spray das águas da cascata, conjugado com a sombra e o próprio ambiente da caverna. A cascata forma-se a partir de um paredão por onde as águas do Rio Tigre despencam de uma altura de cerca de 30m. A visão da cachoeira é fantástica. O pequeno parque é atendido por um casal, que além de indicar os melhores pontos de visitação, aproveita para inteirar os visitantes da história desse ponto turístico interessante.  Na subida, retornando pelas escadarias, existe um quiosque que oferece bebidas geladas, lanches e sorvetes - muito apropriado para quem chega de volta ofegante, porém certamente satisfeito pela visita. Machadinho tem águas termais e muito mais. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Com a chegada(tardia) do inverno de 2017, volto a publicar a minha "Crônica do Inverno", atendendo a alguns pedidos:




CRÔNICA DO INVERNO...  

                (Junho/2011)
                
 

                     Ah! O Inverno!
                Finalmente esfriou, anunciando noites geladas, manhãs brancas e tardes que convidam para banhos de sol  que ajudam a aquecer o corpo escondido sob  as  grossas camadas de roupas de lã.
                 Gaúcho que não gosta de inverno deveria mudar-se para outras terras, pois certamente  deve ser  infeliz  de Maio a Setembro, pelo menos. Não gostar de inverno tendo nascido no Sul é no mínimo um contra-senso.
                    Afinal, é apenas nesta latitude que  temos o privilégio de conviver com as quatro estações do ano de forma bem marcante, parecido com o que experimentam os irmãos do hemisfério Norte. E só nós podemos nos gabar dessa condição para nossos patrícios do resto do Brasil. Do Rio Grande ao Paraná – aliás, região povoada de gaúchos – somos brindados pela natureza com a possibilidade de experimentarmos  o frio e o calor com todas as suas nuances.  Só nós, sulistas, temos a chance de irmos da praia à neve  em menos de 90 dias. Sim, porque em pleno mês de Março ainda estamos no litoral,  para logo ali, no mês de Junho, estarmos curtindo temperaturas negativas.
                   Na verdade,  a nostalgia que permeia as longas e geladas noites  da estação me traz à tona  recordações de infância, de uma época em que a vida rodava com vagar e se deixava curtir em seus detalhes,  fazendo  o pêndulo do tempo oscilar pesadamente e tolhendo-nos a percepção das horas e dos dias.
                    Inverno lembra fumaça saindo das chaminés de lareiras e fogões a lenha; lembra ambientes aconchegantes e rodas de chimarrão permeadas por intermináveis  bate-papos sobre a vida e o viver; lembra goles de “graspa” prá “esquentar o couro” e pequenas núvens de vapor saindo de bocas e narizes arrocheados pela baixa temperatura.  
                  Faz lembrar dos filós na vizinhança,   do meu pai jogando cartas com os amigos e dos copos de vinho tinto sendo degustados entre punhados de pipoca e amendoim torrado;  das fogueiras  e festas de São João  quando se vendia “cartucho”, quentão e pé-de-moleque.
                Inverno lembra bergamota colhida no pé e degustada por entre as réstias de sol; lembra “chinelos-de-dedo” esmagando a geada crocante nas ruas barrentas da minha Paim Filho, lá em meados dos anos 70; lembra homens a cavalo com seus ponchos sebentos  cobrindo os dois, debaixo da garoa fria .
                O inverno me traz a nostalgia dos jogos de futebol no “campinho do Chuí”, por sobre a grama ressecada pela geada , e lembra dos foguinhos que ateávamos àquela grama para  aquecer nossos pés enregelados  nas tardes  de Julho;  lembra pinhão na brasa e meninas mergulhadas em cachecóis e blusões coloridos tricotados pelas próprias mães;  lembra a “caixa-de-lenha” atrás do fogão – lugar mais disputado nas noites congelantes da estação. E poças d’água congeladas pela geada. Cerração. E até neve, vez por outra.               
                Eu tenho que assumir:  sou apaixonado pelo inverno.   Não que não curta o verão, que tem lá seus atrativos, mas fico contando os dias até a chegada da primeira massa de ar polar a cruzar as fronteiras da Argentina. E quando escuto a previsão do tempo anunciando a chegada do primeiro frio,  já fico com outro astral. E então, quando o primeiro casaco é tirado do guarda-roupa e o primeiro cobertor é jogado sobre a cama, deixo-me levar pela nostalgia  e permito ao meu cérebro que divague por entre as lembranças de momentos que nunca mais voltarão, mas que eu tive o privilégio de viver.
              Mas, pensando bem...você aí, friorento,  também não acha um privilégio ter nascido no sul ???      
               
                 
·         Marco Antônio Schneider Arsego